Segunda-feira, 27 de Março de 2006
Beatriz

A minha filha mais nova, linda...


sinto-me:

publicado por fisburn às 17:40
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2005
Nascer de Novo.
Faz amanhã, dia 15 de Dezembro, nove anos que eu nasci de novo.

Faz amanhã 9 anos que eu aprendi que não há nada neste mundo mais forte do que eu, mais forte do que a minha força de vontade, mais forte que o meu querer.

Estive lá em baixo, no fundo do poço.

Estive lá em baixo, às portas da morte.

Mas vivi, e continuo a viver, um dia de cada vez, mais 24 horas de cada vez.

E chega, é o suficiente.

Nunca mais vou deixar que algo ou alguém controle a minha vida, ou me destrua.

Nem tu, perfeccionista fictícia, mestre da ilusão e da fachada, por mais que tentes não vais conseguir pois eu não vou deixar.


publicado por fisburn às 10:29
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Sexta-feira, 25 de Novembro de 2005
Desabafos
Tenho andado a evitar falar sobre isto, mas hoje vai ter que ser.
O sentimento de abandono e de revolta, o desespero que me esmaga são demasiado fortes e exasperantes, já não consigo suster a revolta dentro do meu peito.
A indiferença perfeccionista com que algumas pessoas me olham, está a tornar-se insuportável. A permanente vontade de gritar está a sufocar-me, quero ir embora, se só sirvo para fazer número o que estou aqui a fazer?
Quero andar e não me deixam!
Quero correr e prendem-me!
Quero falar e cortam-me a palavra!
Estou farto!
Querem fazer de mim aquilo que não sou, querem que aceite e compactue com o cinismo e a falsa modéstia, mas eu não sou assim.
Por isso, se me querem diferente é porque se enganaram, pois eu não sou assim e não vou mudar, escolham outro. Outro que seja moldável e se contente com as migalhas que vão caindo. Eu por muito que tente não me alimento com migalhas, é pouco, muito pouco.
Assim sendo, só me resta esperar, esperar que algo mude.
Mas enquanto não muda desespero.
E este desespero corrói-me a alma, destrói o meu ser e tira-me o ar.
Estou farto destas falsidades, estou farto da ignorância encapotada e escondida atrás de um saber que é falso, ignorante e arrogante.
Não contem comigo para este filme.
Soltem-me, deixem-me voar.


publicado por fisburn às 11:39
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Terça-feira, 25 de Outubro de 2005
Manhãs na estrada
Parte 1

Obviamente que quem anda todos os dias na estrada, como eu, percebe facilmente que alguns milhares de portugueses recebem por volta do dia 21 ou 22 de cada mês.
E digo isto porquê?
Porque nesta altura se verifica um acréscimo significativo de viaturas na estrada. Agora pergunto eu, isto significa o quê?
Significa que de dia 22 de cada mês a, mais ou menos, dia 10 do mês seguinte os transportes públicos têm uma qualidade inferior e por isso as pessoas optam por ir de carro?
Ou será que nestes dias o caminho a percorrer é maior e por isso as pessoas optam por ir de carro?
Não sei, mas estou aberto a sugestões.

Parte 2

Outra coisa interessante é a síndrome da 2ª feira.
Ora, perguntam vocês, o que é a síndrome da 2ª feira?
A síndrome da 2ª feira é algo que me escapa, mas que se traduz no inusitado aumento de tráfego rodoviário que se verifica neste dia da semana, principalmente de manhã.
Mais uma vez pergunto, será que nestes dias os transportes públicos têm uma qualidade inferior e por isso as pessoas optam por ir de carro?
Ou será que nestes dias o caminho a percorrer é maior e por isso as pessoas optam por ir de carro?
Mais uma vez estou aberto a sugestões.

Parte 3

A síndrome da meia hora de sono.
Eu faço todos os dias cerca de 40 Km para chegar ao trabalho, e verifico uma coisa espantosa:
Se sair de casa às 7h30 não consigo chegar antes das 8h45 ou 9h00 ao trabalho.
Se sair às 7h00 de casa estou no trabalho antes das 8h00.
Será que temos todos de sair à mesma hora de casa? Ou será que a meia hora de sono em causa é fundamental para a beleza dos portugueses?


publicado por fisburn às 17:07
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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2005
Engano
Tou?
Tou. Então meu, tás bom?
Iá, na maior.
Então? Foste lá?
Lá? Lá onde?
Lá onde?! Lá meu, buscar a cena?
Há iá, fui.
E então?
Então o quê?
Então? A cena meu! Como é que foi, o bacano tratou de tudo?
Sim, na boa.
Na boa como?,
Então, na boa, nice, bué da fixe, tas a perceber?
Ok meu, também não é preciso começar a desatinar.
Então, o que é que tu queres, é só perguntas já pereces a bófia.
Ok men, desculpa, foi sem intenção, só queria saber se o bacano te tinha tratado de tudo.
Ouve, bacano!? Mas que bacano foi uma dama que me aviou.
Uma dama?! Não pode ser, o gajo trabalho sozinho.
Tas-te a passar?!
Não men, a sério, inda ontem lá estive.
Bem, não tou a curtir nada esta cena meu. Tas-me a indrominar?
Qual indrominar qual quê, meu! Tou-te a dizer, tive lá ontem à noite.
Ontem à noite?

Não pode ser!
Como é que não pode ser?!
Não pode ser meu! Pensa lá bem.
Pensa lá bem o ca….o, ontem à noite eu estive contigo.
Comigo? Comigo onde?
Então meu? Tas no gozo? Só pode.
Bem, no gozo tas tu meu ca…ão!
Ca….ão? Qué essa merda Cajó? Eu não te ofendi?
Cajó? Quem é o Cajó?
…………?
Sim, quem é o Cajó?!
Atão mas tu não és o Cajó, da Ana Coxa?
Ana Coxa?! Fo….-se quem é a Ana Coxa?
OK?! Não fala do 002535477898527485252?
Não!
OOps é engano.


publicado por fisburn às 16:41
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Quinta-feira, 20 de Outubro de 2005
Sorte
A minha filha de 8 anos abordou-me no outro dia com uma dúvida existencial, própria da idade:
- Pai, encontrar uma ferradura é sinal de sorte de azar?
Perante esta questão eu próprio tive alguma dificuldade em dar uma resposta, tendo inclusive de ponderar bem a resposta a dar.
Parece que não, mas esta questão do encontrar é muito relativa, e isto já para não falar da sorte e do azar. Sim, porque nós portugueses somos peritos em transformar uma clara situação de azar em situações de sorte.
“ Ai e tal tive um acidente e parti uma perna.”, “Eh pá que sorte podias ter partido as duas.”
“Olha, sabes o Jaquim?, levou com um piano em cima e partiu os dois braços, uma perna e ficou sem o baço.”, Bem ganda sorte, já viste que o gajo podia ter partido o pescoço, e ficar intrevado? Ou pior, podia ficar sem tintins (leia-se testículos).
Enfim, artistas portugueses, palavras para quê?
Bem, mas voltando à vaca fria, e aqui a faca não é importante só no sentido figurado, uma vez que se enquadra num conjunto de animais quadrúpedes, grupo este com um papel preponderante na explicação dada à minha filha, lembram-se da questão inicial? certo? Ferradura, sorte e azar?
Pois bem, após alguma análise e reflexão ao problema formulado (para quem não percebeu simplesmente dúvida), a resposta dada foi a universalmente aceite como resposta cientifica, isto é :
- Ó filha isso depende!
E depende porquê, perguntam vocês.
A questão, e agora é que vamos entrar no que se define como cerne da questão, é perceber que a sorte ou o azar, neste caso, dependem da forma como se encontra a ferradura.
Eu dou um exemplo:
- Um gajo vai a andar na rua e de repente encontra uma ferradura com a cabeça, é muito provável que aqui seja uma azar, pois o mais provável é que em conjunto com a ferradura tenha também encontrado um galo, ou um hematoma. Acresce ainda que existe a possibilidade real, de que anexado à ferradura venha também um casco, e aí o azar é ainda mais evidente, pois o mais provável é ter acabado de ser escoicinhado por um cavalo ou outro animal do género.
Outro exemplo:
- Vamos a andar na praia, descalços e damos um valente pontapé numa ferradura, mais uma vez é provável que para além de encontrar uma ferradura se tenha também partido um dedo. Ou seja, claramente azar.
Portanto e em resumo, apesar de ser aceite que a ferradura é sinónimo de sorte a realidade é que isso depende.
Isto inclusivamente faz-me lembrar de um amigo meu que, há não muito tempo encontrou sete facas no espaço de 2 minutos, o pior é que as encontrou com o peito, vai daí nunca mais achou nada.
Mas pronto, foi sorte podiam ter sido 8.
Mai nada.


publicado por fisburn às 17:32
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Sexta-feira, 12 de Agosto de 2005
Férias
Caríssimos Amigos, O entusiasmo é grande, não só porque tenho recebido comentários interessantes e positivos, mas também porque vou de FÉRIAS. Assim, para a semana talvez volte, até lá fiquem bem. Para quem perguntou aqui vai a resposta, de facto a parte que diz respeito à fila de mulheres no Post anterior é obra das más-línguas, do que eu sei essa fila nunca existiu. Mai nada.


publicado por fisburn às 16:07
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A Abelha
abelha.jpg

A história que vos vou contar é verídica e passou-se lá para os lados da Barragem do Cabril. O To (nome fictício, ou talvez não fica ao vosso critério) era um guloso e adorava mel, gostava de por mel em tudo, ele era no leite, ela era no pão, à colherada enfim gostava muito de mel. Um dia pensou em tirar um curso de Apicultor, porque não ter as suas próprias colmeias e o seu próprio enxame? Assim teria sempre mel em abundância e de boa qualidade. Se bem o pensou melhor o fez, procurou o local ideal, fez as colmeias, tirou o seu curso e comprou um enxame com centenas de abelhas. Durante os primeiros tempos tudo correu de feição, as abelhas produziam mel em abundância, os conhecimentos apreendidos no curso eram uma mais valia para o To desenvolver este seu passatempo em segurança e sem problemas de maior, uma ou outra ferradela mas coisa sem importância. No entanto, e como é normal, com o passar do tempo o To foi-se tornando um pouco desleixado, e esqueceu alguns dos cuidados que deveria ter, dizia ele: “Eu conheço as minhas abelhas, todas trazem um sininho ao pescoço e elas também já me conhecem.” Então, um belo dia, enquanto se preparava para manusear uma das suas colmeias, esqueceu-se de colocar os elásticos que isolam as pernas das calças impedindo que as abelhas por aí entrem. “Eu é que sei, tá muito calor e as abelhas já me conhecem.” Pois é, talvez sim, mas sempre uma ou outra mais distraída, e então deu-se o impensável. Uma abelha entrou pela perna das calças. A abelha, coitada, com tanta perna, com tanto pelo, com tanto suor desorientou-se e foi por ali acima. Chegada ao cimo das calças a abelha começou a sentir-se encurralada, presa e sem ter por onde sair. Então não foi de modas e ferrou a primeira coisa que apareceu à frente. O pirolau do To estalou de tanta dor e começou a latejar. O To quando sentiu tamanha dor, desatou a correr aos gritos: “Ai, Ai, puta que pariu já me ferraram!” Chegado a casa, tirou as calças e ficou a olhar estupefacto e com surpresa para o tamanho do que outrora fora era um normal pirolau, mal o reconhecia. “Ai carago, esta porcaria dói que se farta e está a inchar.” O irmão mais novo, na sua boa fé diz: “Ó To, bota aí um bocado de álcool que isso passa.” O To, aflito com dores, nem pestanejou, agarrou no frasco do álcool, sacou a tampa e vai de despejar. De repente começou a mudar de cor, arregalou os olhos, largou o frasco e desatou a correr que nem um desalmado, com aquilo dependurado, em volta da casa e aos gritos: “Ai que eu morro, Ai que eu morro.” “Este gajo é maluco, o álcool ainda fez pior, Ai que eu morro.” Ao fim de, mais ao menos, cinquenta voltas à casa, quando parou, finalmente foi possível perceber o tamanho da tragédia. O To parecia que tinha dependurado o órgão de um cavalo quando este está animado. Moral da história: - O álcool quando misturado com o ferrão de uma abelha embrutece os homens tornando-os em autenticas bestas. Dizem as más línguas que, quando a noticia se espalhou logo se formou uma interminável fila de senhoras, vindas inclusivamente das aldeias vizinhas, dispostas a ajudar a arrefecer tal inusitado inchaço. Mai nada.



publicado por fisburn às 12:25
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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2005
Cafe
Uma coisa que me faz realmente confusão, é a capacidade que nós, portugueses, temos para denominar a mesma coisa de inúmeras formas diferentes.Um bom exemplo é o café.
Assim temos:
No Porto – CIMBALINO
Em Lisboa – BICA
No resto do país – CAFÉ
Até aqui menos mal, pior são as variantes:
“Olhe, faz favor, era um GAROTO.”(Lisboa)
Um garoto?! Mas o que vem a ser isto? Um garoto é até perigoso de pedir nos dias que correm, e para além disso um garoto é uma criança e que eu saiba uma criança não se bebe, certo? Porque não pedir um café com leite?
Mas há mais:
“Era um PINGO, se faz fabor”(Porto)
Um pingo?!, um pingo de quê carago?
O pingo que eu conheço é no nariz e quando estou constipado!
Outra:
“Por favor queria uma CEVADA”
Uma cevada? O que é isto pá? Afinal o senhor sabe onde é que está? Estamos num café, ouviu bem, num CAFÉ! Como o nome indica servimos café e café não é cevada.
Depois ainda temos um clássico:
“O senhor fazia o favor era uma italiana”
Mas italiana porquê? As italianas são pequenas? E as portuguesas?, são grandes querem ver?
Por uma questão de nacionalismo, sugiro a abolição da Italiana (não que elas me desagradem, se é que me entendem?!), em sua substituição porque não passar a pedir uma Maria Vieira? (esta sim realmente pequena em tamanho, mas grande em talento).
Isto remete-me para outra variante:
“Queria uma bica cheia.”
Ou pior,
“Queria uma bicha cheia, pingada e em chávena fria”
?! Não sei se estão a ver bem o filme, se fosse eu o empregado sei bem o que é que estes gajos bebiam.
Para o fim deixei a última novidade,
O ABATANADO
Este tema para mim é muito sensível, não sei porquê mas cheira-me a bicheza e desse tipo de variantes eu quero é distância.
A pala destas cenas é que um Inglês meu amigo dizia:
“Vocês em Portugal falar muito complicada.
Nós em Inglaterra dizer:
Far e Very Far
Vocês em Portugal dizer:
Longe
Muito Longe
Casco de rolha e
Casa do Caralha”
Vai lá vai, e ainda se esqueceu da “Vagina da mãe street.”
Tenho dito (Mai nada)


publicado por fisburn às 21:57
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Responsabilidade
<P>Hoje é o segundo dia de vida deste Blog e eu (Autor, Argumentista, Redactor, Blá, Blá, Blá, enfim Pai do mesmo) já começo a sentir alguma responsabilidade. Até agora foram poucos os comentários, mas todos eles positivos, e isso faz-me sentir na obrigação de continuar a agradar a quem me lê. Escrever um ou dois textos com piada é fácil, ou melhor pode ser apenas uma questão de sorte, agora manter uma continuidade já é outra coisa, ou como dizia o outro pia mais fino. De qualquer forma deixem que vos diga uma coisa, agradar aos outros nunca foi coisa que muito me tenha preocupado, no entanto é muita bom saber que há alguém do outro lado que aprecia o que fazemos. Ainda assim, vou continuar a tentar corresponder a essa responsabilidade, na certeza porém de que prognósticos só no fim do jogo (ou melhor no fim de cada post) como diriam alguns iluminados comentadores da nossa praça. Tenho dito. </P>
<P>P.S. – Esta alusão futebolística não foi nada feliz, só serviu para acentuar a azia com que hoje acordei, se é que me entendem. </P>


publicado por fisburn às 10:34
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